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terça-feira, 8 de março de 2011

Feliz aniversário atrasado!

 Meus leitores, mais uma vez desapareci e reapareci por aqui. Deixei-os com o encantador mundo nosso de cada dia, e me entreguei a lapidar versos e pensamentos, viajar para uma terna cidade mineira, sair com os amigos e adoecer. Nada disso é, entretanto, pretexto para não ter ressurgido aqui antes, por ocasião do aniversário deste blog. "O livro está na mesa" completou um ano em 12 de fevereiro, e agradeço a seus poucos e bons leitores, tanto aos antigos quanto aos recentes.
  Esta mesa literária é ainda pequena, mas já cresceu e estou feliz com as críticas que tenho recebido de meu público, não só dos seguidores como dos outros visitantes. Até aqueles que se mantêm em silêncio são importantes, pois estão presentes com o seu apoio, mesmo que já tenham discordado de mim. De alguma forma, todos os meus leitores encontraram um bom recanto artístico aqui, ainda que imperfeito.
   Continuarei a divulgar este blog, e reitero as promessas que fiz: novos poemas meus e prosas minhas para este espaço querido. Deixo de presente, para relembrar, "Bela Balada", que muitos de vocês ainda não tiveram a chance de ler, e que foi um dos primeiros com que inaugurei as páginas desse livro virtual (mas, nem por isso, menos real).


Bela Balada

 

Fazer sentir o vibrar da emoção,
e ser eterno o fugidio lampejo,
perenizar o bater do coração,
iluminar a luz de um triste beijo,


Enevoar o mundo na boa bruma
que se assemelha ao soprar do vento;
diferenciar cada um dos mil arquejos,
fantasmas com a corrente do tormento.


Nas palavras, pouco a pouco, construir
etéreo e diáfano refúgio,
de onde se veja o mundo com clareza
e onde se possa abrigar contra o Dilúvio.

 
Aprisionar emoções, momentos, não é esse o meu intento,
a intenção do poeta é a expansão;
Permitir, humilde, as sensações ocultas em suas palavras,
como uma música, viver em eterno movimento,
graça estrelar e, principalmente, transmutação.